Minas Gerais registra, em média, 35 desaparecimentos de pessoas por dia, segundo dados do Sistema Integrado de Segurança Pública do estado, fornecidos pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Atualmente, são 24.075 alertas ativos, sendo 2.836 ocorrências registradas somente em 2026.
Os homens correspondem a 69,10% dos registros, enquanto as mulheres representam 30,90%. A faixa etária com maior número de ocorrências é a de 31 a 40 anos, com 5.078 registros, seguida pelas pessoas de 41 a 50 anos, com 3.905 casos.
Entre os casos acompanhados pelas famílias está o do caminhoneiro Elias José de Mello, de 55 anos, que desapareceu após viajar do interior de São Paulo para Minas Gerais. Ele foi visto pela última vez em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, depois de entregar uma carga na capital. A família chegou a procurar hospitais, unidades de pronto atendimento e o IML, além de registrar ocorrências nos dois estados. A Polícia Civil informou que abriu um inquérito para apurar o desaparecimento.
Outro caso é o do artista Fábio Batista Silva, de 57 anos, músico, escultor e artista plástico de Belo Horizonte. Segundo familiares, ele apresentou uma mudança repentina de comportamento antes de desaparecer, incluindo a destruição e queima de materiais utilizados em seus trabalhos. Parentes e amigos seguem mobilizados em busca de informações sobre seu paradeiro.
Os dados também apontam que 60,67% dos registros correspondem ao primeiro desaparecimento da pessoa. Entre as características registradas estão presença de álcool em 49,85% dos casos, uso de substâncias tóxicas em 37,41%, histórico de depressão em 35,25% e conflitos familiares em 21,68%. A PCMG ressalta que esses fatores não significam necessariamente que sejam as causas dos desaparecimentos.
Informações que possam ajudar na localização de pessoas desaparecidas em Minas Gerais podem ser comunicadas pelo telefone 0800 2828 197.


