Um sismo de magnitude 7,4 sacudiu o oeste da Colômbia na manhã de segunda-feira (10), deixando um rastro de destruição em cidades como Cali, Pereira e Manizales. Considerado o mais intenso no país em várias décadas, o tremor foi comparado ao desastre de 1999 que devastou a mesma região cafeeira, deixando mais de mil vítimas.
Em Cali, que concentra cerca de 2,2 milhões de habitantes, ao menos 85 pessoas morreram. Dezenas de edifícios desabaram ou ficaram inclinados, e moradores foram forçados a se abrigar nas ruas. Em Pereira, capital do Estado de Risaralda, as autoridades contabilizaram 66 mortos, com quarteirões inteiros transformados em pilhas de concreto e aço retorcido.
Equipes de emergência, com apoio de policiais, soldados e voluntários, trabalharam ininterruptamente com escavadeiras — e por vezes com as próprias mãos — à procura de pessoas soterradas. No complexo Torres del Limonar, em Cali, as operações de resgate seguem com esperança. Um bombeiro de Bogotá que participa das buscas afirmou que mais de 20 pessoas foram retiradas com vida nas primeiras 12 horas após o colapso do edifício, com outras três sendo salvas posteriormente em condições mais difíceis.
O excesso de voluntários e curiosos chegou a atrapalhar o trabalho nos primeiros momentos, impedindo que as equipes ouvissem os sinais de vida sob os escombros. A polícia reforçou o controle do perímetro, direcionando os voluntários para funções específicas.
O presidente colombiano Abelardo De La Espriella anunciou o envio de mil integrantes das forças de segurança a Cali após relatos de saques, e toque de recolher foi decretado na cidade e em Pereira.


