O governo dos Estados Unidos formalizou as regras de um novo imposto que afeta diretamente quem envia dinheiro para o exterior. A medida, divulgada pelo Internal Revenue Service (IRS), estabelece a cobrança de 1% sobre determinadas remessas internacionais, trazendo mudanças importantes para milhões de imigrantes — incluindo brasileiros.
Embora o tributo já esteja em vigor desde janeiro de 2026, os detalhes da regulamentação foram publicados recentemente no Registro Federal, esclarecendo como e quando a cobrança deve ocorrer.
💸 Quem será afetado pelo imposto
A nova taxa não se aplica a todas as transferências internacionais. O IRS definiu que o imposto incide exclusivamente sobre remessas feitas em formatos físicos, como:
- Dinheiro em espécie
- Money order
- Cashier’s check
- Traveler’s check
Isso significa que o impacto recai principalmente sobre quem utiliza métodos tradicionais de envio presencial.
💳 Quem está isento da cobrança
Por outro lado, quem utiliza meios digitais ou bancários segue fora da nova tributação. Estão isentos:
- Transferências bancárias
- Plataformas digitais como Wise e Remitly
- Pagamentos via cartão de débito ou crédito
Essa diferenciação indica uma tendência clara: incentivar o uso de meios eletrônicos e rastreáveis.
⚠️ Atenção a uma situação comum
Um ponto que pode gerar confusão envolve o uso de cheques.
Se o remetente sacar um cheque no local e utilizar o valor em dinheiro para fazer a remessa, o IRS considera a operação como pagamento em espécie. Nesse caso, o imposto de 1% será aplicado normalmente.
📊 Impacto no bolso pode ser bem maior
Apesar da alíquota parecer baixa, o efeito real pode ser significativo.
Especialistas apontam que, ao somar taxas já cobradas por empresas como Western Union e MoneyGram, o custo total pode aumentar em até 26% para quem envia dinheiro em espécie.
Outro detalhe importante:
📌 O imposto é calculado sobre o valor que chega ao destinatário, e não sobre as tarifas do serviço.
🗓️ Quando as regras passam a valer oficialmente
Embora o imposto já esteja sendo aplicado, as regras completas entram em vigor a partir do primeiro trimestre após a publicação final no Registro Federal.
Isso significa que o controle e a fiscalização tendem a se tornar mais rigorosos nos próximos meses.
🌎 O que muda na prática
Para brasileiros que vivem nos Estados Unidos e enviam dinheiro ao Brasil, a mudança exige atenção:
- Métodos físicos ficam mais caros
- Transferências digitais passam a ser mais vantajosas
- Pequenos erros podem gerar custos extras
Conclusão
A nova regra reforça o movimento do governo americano de aumentar o controle sobre transações financeiras internacionais. Para quem envia dinheiro com frequência, a adaptação será essencial para evitar prejuízos.
Optar por meios digitais pode não apenas simplificar o processo, mas também reduzir significativamente os custos.
Fonte: CNN


