Estado já registra cerca de 50 mortes infantis por afogamento em 2026; especialistas reforçam que supervisão constante e múltiplas barreiras de segurança são fundamentais para evitar tragédias.
O período de férias de verão, quando a Flórida recebe milhões de turistas, também coincide com um aumento significativo dos acidentes envolvendo piscinas e crianças pequenas. Em 2026, aproximadamente 50 crianças já morreram por afogamento no estado, um número que preocupa autoridades e reforça os alertas sobre a necessidade de prevenção.
O caso mais recente ocorreu na cidade de Kissimmee, localizada na região metropolitana de Orlando. As vítimas foram as irmãs gêmeas Parker e Paisley Sandidge, de cinco anos, que viajavam com familiares para passar alguns dias de férias na Flórida.
Segundo informações divulgadas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Osceola, as famílias chegaram ao imóvel alugado durante a madrugada. Após utilizarem a piscina logo na chegada, todos foram descansar. Algumas horas depois, os adultos saíram para comprar alimentos, deixando as crianças aos cuidados de um adolescente de 15 anos.
Durante esse período, o adolescente teria adormecido. A investigação aponta que, nesse intervalo, as duas meninas conseguiram acessar novamente a área da piscina. Elas foram encontradas submersas por outra criança que também estava na residência.
Equipes de emergência realizaram manobras de ressuscitação ainda no local antes de encaminhar as meninas de helicóptero para um hospital da região. Apesar dos esforços médicos, ambas não resistiram.
O Instituto Médico Legal confirmou que a causa das mortes foi afogamento acidental.
Investigação busca esclarecer como ocorreu o acesso à piscina
As autoridades seguem apurando as circunstâncias do acidente. De acordo com a capitã Kim Montes, porta-voz do Gabinete do Xerife de Osceola, o imóvel possuía cerca de proteção ao redor da piscina, uma exigência comum em muitas casas destinadas ao aluguel por temporada na região.
Agora, os investigadores tentam determinar se o portão de segurança estava corretamente fechado ou se houve alguma falha que permitiu o acesso das crianças à área da piscina.
Afogamento é a principal causa de morte acidental entre crianças pequenas
Nos Estados Unidos, o afogamento representa a principal causa de morte por lesões não intencionais entre crianças de um a quatro anos de idade, superando inclusive os acidentes de trânsito nessa faixa etária.
Especialistas explicam que, ao contrário do que muitos imaginam, o afogamento costuma acontecer de forma rápida e silenciosa. Crianças pequenas normalmente não conseguem gritar por socorro, pois a prioridade do organismo passa a ser tentar respirar. Em poucos segundos, elas podem perder a capacidade de manter a cabeça acima da água.
Por isso, muitos acidentes ocorrem mesmo quando há outras pessoas nas proximidades, sem que elas percebam o perigo imediatamente.
Medidas de prevenção podem salvar vidas
Autoridades da Flórida reforçam que não existe uma única medida capaz de impedir acidentes. A recomendação é utilizar diversas camadas de proteção ao mesmo tempo.
Entre as principais orientações estão:
- Instalar cercas de isolamento com altura mínima de 1,20 metro ao redor das piscinas;
- Utilizar portões com fechamento automático e travamento de segurança;
- Instalar alarmes em portas e janelas que dão acesso à área da piscina;
- Incentivar aulas de adaptação ao meio aquático desde os primeiros anos de vida;
- Capacitar pais e responsáveis em técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP);
- Nunca deixar crianças sozinhas ou sob supervisão inadequada perto da água, mesmo por poucos minutos.
Especialistas ressaltam que nenhum dispositivo de segurança substitui a vigilância constante de um adulto.
Regiões concentram maior número de ocorrências
Historicamente, os condados de Orange, Osceola, Palm Beach, Broward e Miami-Dade registram alguns dos maiores índices de afogamentos infantis da Flórida. A elevada quantidade de piscinas em residências, condomínios, hotéis e imóveis destinados ao aluguel de temporada contribui para esse cenário.
Com o aumento da circulação de turistas durante o verão, autoridades intensificam campanhas educativas para conscientizar moradores e visitantes sobre os riscos e as medidas que podem evitar novas tragédias.
Fonte: CNN e Miami Herald


