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Democratas retomam o Senado e ampliam derrota de Trump nos EUA

O Partido Democrata conquistou uma vitória expressiva nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3). A legenda retomou o controle do Senado e também avançou para assumir a maioria na Câmara dos Representantes, em um resultado que representa um revés para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano.

No Senado, os democratas alcançaram pelo menos 51 cadeiras, número necessário para garantir o comando da Casa. Projeções divulgadas pela CNN indicavam 54 assentos para os democratas e 44 para os republicanos, enquanto algumas disputas ainda aguardavam a consolidação dos resultados.

Uma das principais marcas da eleição foi a conquista de cadeiras em estados tradicionalmente favoráveis aos republicanos. No Texas, James Talarico derrotou Ken Paxton e encerrou uma sequência de quase quatro décadas sem que um democrata conquistasse uma vaga no Senado pelo estado. No Kansas, Adam Hamilton venceu Roger Marshall e se tornou o primeiro democrata eleito senador pelo estado em 94 anos.

Outras vitórias importantes ocorreram em Iowa, com Josh Turek; em Ohio, onde Sherrod Brown garantiu seu retorno ao Senado; na Carolina do Sul, com Annie Andrews; e na Carolina do Norte, com Roy Cooper. Ao todo, os democratas conseguiram virar seis cadeiras que estavam nas mãos dos republicanos.

Insatisfação do eleitorado e perda expressiva de Trump no Congresso

O avanço também alcançou a Câmara dos Representantes. Com a conquista de maioria democrata, isso pode deixar o governo Trump diante de um Congresso controlado pela oposição durante os dois últimos anos de seu mandato.

A votação foi marcada pela insatisfação de parte do eleitorado com a situação econômica, o custo de vida e a condução da guerra envolvendo o Irã. Pesquisas de boca de urna citadas pela Reuters indicaram que metade dos eleitores enxergou a eleição como uma oportunidade de demonstrar oposição ao presidente. Além disso, cerca de 70% defenderam que o Congresso exerça maior fiscalização sobre o Poder Executivo.

A mudança no comando do Senado terá consequências diretas para a administração Trump. A Casa participa da aprovação de indicações presidenciais para cargos importantes, incluindo embaixadores, autoridades federais e integrantes do Judiciário. Com a maioria democrata, o presidente terá mais dificuldades para confirmar nomes escolhidos por seu governo e aprovar projetos de interesse da Casa Branca.

O novo cenário também abre espaço para maior fiscalização das decisões do Executivo e possíveis investigações conduzidas por parlamentares democratas. Trump, por sua vez, minimizou o resultado e afirmou que pretende utilizar o poder de veto para barrar propostas da oposição.

A vitória democrata altera o equilíbrio político em Washington e deve influenciar os rumos do governo americano até o fim do mandato presidencial.

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