O secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Markwayne Mullin, afirmou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) poderão ser enviados a locais de votação durante as eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
Segundo Mullin, a presença dos agentes não teria como objetivo realizar patrulhamento eleitoral. A atuação ocorreria em situações específicas, como diante de uma ameaça à segurança ou para cumprir um mandado de prisão contra uma pessoa procurada.
A possibilidade gerou preocupação entre democratas e organizações ligadas à defesa do direito ao voto. Para esses grupos, a presença de agentes federais poderia intimidar eleitores e diminuir a participação nas eleições.
A legislação federal também estabelece restrições à presença de militares ou agentes armados em locais de votação para exercer funções de polícia eleitoral.
Fiscalização eleitoral
A declaração ocorre em meio ao aumento das ações do governo Trump relacionadas à fiscalização dos registros eleitorais. A administração afirma buscar possíveis irregularidades, incluindo a identificação de pessoas que não seriam cidadãs americanas ou que não poderiam votar.
Dados apresentados pelo governo, porém, foram posteriormente questionados. Em Nevada, por exemplo, o Departamento de Segurança Interna chegou a indicar cerca de 16 mil possíveis não cidadãos registrados, mas posteriormente confirmou apenas 185 casos.


