O diretor interino do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), Todd Lyons, anunciou sua renúncia e deixará o cargo no fim de maio, segundo informações divulgadas pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA. A saída ocorre em meio a críticas sobre a política migratória adotada pelo governo do presidente Donald Trump.
Lyons liderava a agência responsável por executar operações de imigração, detenções e deportações em território americano. Durante sua gestão, o ICE ampliou fortemente sua estrutura operacional, com aumento de agentes, expansão de centros de detenção e intensificação de ações em diversas cidades dos Estados Unidos.
Crescimento das operações e deportações
Nomeado em março de 2025, Todd Lyons assumiu o comando interino em um momento de endurecimento da política migratória. Desde então, a agência passou a priorizar grandes operações contra imigrantes em situação irregular, além de acelerar deportações em larga escala.
Dados citados pela imprensa americana apontam que centenas de milhares de deportações ocorreram desde o início do segundo mandato de Trump, número que se tornou uma das principais bandeiras do governo republicano.
Mortes e protestos aumentaram pressão
A gestão de Lyons também foi marcada por controvérsias. Em janeiro, duas mortes durante operações ligadas à repressão migratória em Minneapolis geraram indignação pública e protestos dentro e fora dos Estados Unidos.
Os casos reacenderam o debate sobre o uso da força em ações federais e sobre os limites das operações conduzidas por agentes de imigração. Parlamentares democratas e organizações de direitos civis passaram a cobrar mudanças profundas na atuação do ICE.
Motivo da saída
Em carta enviada ao secretário de Segurança Interna, Lyons afirmou que deseja dedicar mais tempo à família. Autoridades americanas também indicaram que ele deve migrar para a iniciativa privada após deixar o governo.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não anunciou oficialmente quem assumirá o comando da agência.
Debate segue nos EUA
A renúncia acontece em um momento delicado para a política migratória americana. Enquanto aliados de Trump elogiam o aumento das deportações e a atuação mais rígida nas fronteiras, opositores acusam o governo de adotar medidas excessivas e de ampliar tensões sociais.
A troca no comando do ICE pode influenciar diretamente os próximos passos da estratégia migratória da Casa Branca nos próximos meses.
Fonte: CNN


